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Isso é basicamente, o capitalismo

As pessoas atualmente, não dão valor a nada e nem a ninguém. E muitas delas têm como prioridade na vida, a obtenção de dinheiro, sempre mais dinheiro. E depois, em segundo plano, estão os amigos, família, o amor. “É né, para que amigos, família, amor, se já tenho dinheiro? E dinheiro compra tudo o que um dia eu vier a precisar”. É, a sociedade está perdida. Sem rumo. Sem concerto. Isso é basicamente, o capitalismo. O capitalismo não tem mais a ver, apenas, com a economia mundial. O capitalismo invadiu a mente de algumas pessoas, e aterrorizou a vida de outras.

Hoje, é muito comum existir pessoas consumistas, até porque a sociedade impõe isso. Em toda esquina em que você virar, terá um outdoor com alguma propaganda para lhe fazer querer comprar, para lhe fazer gastar dinheiro, para lhe fazer precisar a cada dia de mais dinheiro. Vivemos em um mundo, onde os mais poderosos, os que têm mais dinheiro, são os verdadeiros donos, e são eles que mandam. E enquanto uns vivem com bilhões sobrando para consumir roupas, sapatos, bolsas... Outros não têm nem o que comer. Isso é basicamente, o capitalismo.

Nós já nos acostumamos com a paisagem tão desconfigurada, a visível divisão de classes. De um lado, há prédios luxuosos, grandes condomínios, com piscina, academia, campos de futebol, quadras de basquete, lanchonete, e tudo o que se tem direito de se ter quando se paga um alto preço por isso. E do outro lado, favelas, com casas minúsculas, sem a menor infraestrutura ou segurança, feitas em lugares de risco, se qualquer tempestade acontecer, tem sérios riscos de desabamento. “Mas para que se preocupar com os pobres? Eles não têm importância nenhuma.” Por que certas pessoas têm muito, e outras não têm nada? Isso é basicamente, o capitalismo.

O capitalismo mudou até mesmo as atitudes de ser das pessoas. Elas são falsas, frias, hipócritas, corruptas, ambiciosas, gananciosas, competitivas. Elas não sabem se relacionar com outras pessoas, não existe amizade no mundo capitalista, existe interesse. “Só irei me relacionar com você, se você me der algo em troca.” Antes de começar qualquer tipo de conversa, os capitalistas, precisam checar o grau de importância e poder que esta pessoa tem, se não for o suficiente, o relacionamento nem chegará a acontecer, simples assim. No mundo capitalista, as pessoas casam por dinheiro. Antigamente, pensavam nisso como venda de si mesmo, mas hoje, isso é mais do que comum. Dá até para fingir que acreditamos que eles realmente se amam. Os capitalistas estão sempre prontos para atacar, sempre prontos para dar um golpe, para passar a perna em quem um dia chegou a confiar neles. No mundo capitalista, pessoas boas não têm vez, ou elas fingem ser má, ou elas fingem estar vivas. Isso é basicamente, o capitalismo. Pensem nisso. Beijos, Fer.

É necessário ter amor próprio


Confiar em si mesmo não é uma tarefa fácil, mas é totalmente necessária. Só confiamos em nós mesmos, quando sabemos quem somos. Nos conhecer é algo que temos que tentar todos os dias. Saber quem somos, o que queremos, nossas qualidades, defeitos e objetivos, é a chave para a autoconfiança e a felicidade.
Muitas pessoas confundem autoconfiança com superioridade. Têm gente que acha que só porque temos confiança em quem somos, somos metidos, mas não tem nada a ver. Ser metido é se achar melhor que os outros, mas ser confiante é saber que ninguém é melhor que ninguém e ter conhecimento de seus defeitos.
Infelizmente, há pessoas que não têm muita autoconfiança. Elas se sentem inferiores às outras pessoas, não enxergam as suas qualidades e preferem reconhecer os seus defeitos. A confiança em si anda junto com a autoestima. E se na estrada da vida se perde alguma das duas, se perde a outra também. E como sabemos, não podemos voltar atrás e nem reviver o que já foi vivido. Então, aquilo que você perdeu não tem como recuperar, mas tem como reconquistar, aprendendo a se amar e a reconhecer as tantas qualidades existentes em cada um de nós.
Não pense que ter autoconfiança é de uma hora para outra. É como uma plantinha, que tem que ser regada todos os dias, e que demora bastante tempo para virar uma árvore grande e cheia de frutos.
Viva e lembre-se sempre de que as pessoas só confiam na gente, quando passamos confiança, e para isso, precisamos confiar em nós mesmos. E que as pessoas só nos amam, quando nós damos amor, e para isso, precisamos nos amar antes. Qualquer coisa que nós queremos dar aos outros, temos que nos dar primeiro. Pensem nisso. Beijos, Fer.

Ninguém é de ninguém


Ciúmes? Podem ser vistos e podem ser sentidos de várias maneiras. Há ciúmes que são leves, bonitos e saudáveis. Mas há outros que não têm nexo, são pesados e doentios. Os saudáveis são aqueles que todas as pessoas que amam de verdade sentem. Esse tipo de ciúme é sinal de carinho, amor e de zelo. Quando nós amamos, não queremos o mal de nosso amado, não queremos que pessoas que possam não o fazer bem se aproximem, nós usamos o ciúme para defendê-lo. Ciúme não existe só na relação de namorados, é muito comum também na relação de amigos, pais e filhos, de irmãos, etc.
Ciúme doentio é aquele que a pessoa pensa que o amado é seu pertence, sua propriedade. Ultrapassa o limite de um amor saudável. Passa a não ser mais um amor, e sim uma obsessão, uma doença, que deve ser cuidada. O amado se sente preso em uma relação que não tem mais sentido e ninguém merece viver ao lado de uma pessoa que te cobra, que te prende, que te controla o tempo todo. O resultado disso? A separação.
Ciúmes é sinal de insegurança. Quando a pessoa não é segura de si e não tem a confiança de que seu amado é verdadeiro, o jeito (para os ciumentos doentios) é tentar controlar, mas sinto que não dá certo. Se o amado te ama de verdade, nunca te trairá ou fará algo de ruim para você.
Acredite mais em si mesmo, pois se você não sente amor por si mesmo, não tem como sentir amor pelos outros, isso é fato. Acredite no seu poder, e lembre-se de que você pode conquistar muitas pessoas com o seu jeito tão único de ser. Você é único neste mundo, não há ninguém igual a você, e isso é totalmente maravilhoso. E não devemos nos esquecer que as pessoas só nos segue, só gostam da gente, pelo o que somos. Você é o autor de sua própria história. Você prefere escrever uma história de um romance leve, bonito e saudável ou prefere escrever um romance sem nexo, pesado e doentio? Isso é com você. Beijos, Fer.

Amor Platônico

Os adolescentes são muito apaixonados, disso ninguém discorda. Nós parecemos acreditar que só existe amor uma única vez na vida, porque nos entregamos de corpo e alma. Quando o amor acaba, nós sofremos como se tivessem nos matado, mas nos esquecemos que passa o tempo, a dor passa também. Nós somos muito intensos nos nossos sentimentos. Mas eu acredito, que a maior “perda de tempo” nisso tudo, não é quanto nos entregamos ao amor, mas sim, para quem entregamos o nosso amor. É muito comum, nós, adolescentes, nos apaixonarmos por pessoas que são consideradas “impossíveis”, o tão famoso amor platônico. Nós nos entregamos a pessoas que nem sabem de nossa existência, nós o amamos, o idolatramos, o veneramos como se eles realmente fossem pessoas próximas de nós. Escrevemos lindos textos apaixonados, dedicamos horas de nossos dias pensando neste amor, temos várias fotos deles no nosso computador ou até mesmo no porta-retrato perto da cama rs, babamos por sua beleza, e o desejamos cada dia mais. Esquecemos que eles têm defeitos, e que principalmente, eles são humanos, e que príncipes encantados não existem. Nós não o vemos como eles realmente são, colocamos muita expectativa, muitos créditos que muitas vezes eles não merecem ter. Ficamos cegas e na maioria das vezes, nos fechamos para a realidade. Criamos um mundo de fantasias, talvez para nos refugiar das decepções do mundo real. Nós nos fechamos, principalmente, para amores que podem virar alguma coisa de verdade. Amores que possam nos fazer felizes, mesmo com suas imperfeições e defeitos.

Na maioria dos casos, os amores platônicos, são os primeiros amores que temos. Nós aprendemos a amar por causa deles. Quando o tempo passa, e o amor se acalma, nós sentimos as primeiras dores que o amor insiste em deixar. A perda do encanto, da fantasia, e do mundo que criamos. Reparamos nos defeitos que esse “príncipe encantado” tem e sempre teve, e começamos a perceber o quanto fomos tolas em amar pessoas que não eram tanta coisa assim.

Sei que todas as meninas já passaram por isso, já tiveram um amor platônico, mesmo que muito pequeno e muito rápido, mas isso vem de cada um. Há meninas que não amadurecem e que passam a vida se apaixonando por pessoas impossíveis, mas há outras que aprendem com seus erros e começam a reparar nas pessoas que estão ao seu redor, e vêem que em alguma delas pode residir o verdadeiro amor. Beijos, Fer.

A exigência exagerada dos pais


Ao falarmos de pais exigentes, neuróticos ou super protetores, muitas pessoas não sabem a fundo o que realmente nós estamos querendo dizer. A maioria dos adolescentes atuais dizem que passam por isso, que têm pais chatos e irritantes. Mas isso não é verdade, não nesses casos. Nós confundimos muito pais realmente neuróticos com pais que apenas querem nosso bem. Não existem pais que não briguem, que não exijam coisas que você deva fazer, que não se preocupem, mesmo que distante, com os seus estudos, etc. Mas há pais que passam dos limites. Que mesmo sem perceber, acabam tirando de seus filhos a felicidade. Acredito que se eles parassem e percebessem o mal que fazem para seus filhos, não o fariam. Ao conversar com esses pais, e ao tentar entendê-los, nós vemos claramente que eles não fazem isso desejando o mal. Eles pensam que agindo desta maneira poupará seus filhos de algum tipo de decepção, que muitas vezes eles tenham passado. Eles me passam a impressão de insegurança. Um exemplo disso são pais que exigem o melhor dos filhos nos estudos. Ou eles não eram bons alunos e não se deram muito bem na vida ou eram também muito bons e se deram muito bem na vida e têm medo dos filhos virarem pessoas com pouca inteligência e por isso não seguirem os seus passos. Mas não é esse o único caso de pais exigentes ao extremo, existe uma infinidade. Há pais que querem que os filhos sejam melhores em esportes, outros querem que os filhos sigam uma certa profissão, outros querem que os filhos tenham um corpo perfeito, outros parecem que não percebem que o tempo passa e que os filhos crescem, etc. Não importa a maneira dos pais de serem exigentes, eles sufocam os filhos e não entendem que quanto mais o tempo passa, pior fica para eles. Por causa da insegurança dos pais, eles pagam um preço alto. Por sua vez, também cada filho age de uma maneira diferente a tanta pressão. Alguns apenas aceitam com medo de arranjarem confusão em casa, e abrem mão de sua felicidade. Alguns se revoltam e se tornam adolescentes seriamente rebeldes. Alguns sofrem calados, que choram em silêncio, e que acabam se distanciando das pessoas, e se tornando adolescentes depressivos. Alguns perdem a fome ou deixam de comer, passando a ter então, bulimia e/ou anorexia. Alguns viram pessoas agressivas e que acabam descontando em outras que não tem nada a ver com a situação. A atitude dos filhos tem muito a ver com a educação e com a personalidade de cada um. Penso que os pais deveriam ser mais conscientes e os filhos deveriam tentar dialogar. Isso faz tão mal aos pais quanto aos filhos. E a sociedade acaba se tornando cada vez mais individualista, egoísta e problemática. Pensem nisso. Beijos, Fe.

Correria diária


Na sociedade atual, não existe vida sem hora marcada, sem a louca rotina de sempre precisar ter tempo para fazer tudo. É necessário planejar a nossa rotina, não tem como “empurrar com a barriga”, sempre terá um momento em que a vida exigirá de você um maior grau de maturidade. Mas temos que nos lembrar sempre que todo mínimo espaço em branco na “agenda” tem que ser aproveitado, tente colocar este mínimo espaço dedicado aos simples prazeres da vida. Rir com os amigos, ver um filme, ler um livro, ir ao cinema, fazer compras, namorar, etc. Podem parecer coisas banais, mas acredite, é bem mais importante do que pensamos. Não podemos nos entregar à correria diária, nossa vida vai além disso. Se eu tivesse que ter uma posição a respeito deste tema, com certeza eu defenderia a ideia de existir um meio-termo, um equilíbrio. Não podemos nos esquecer da nossa vida profissional, mas nem por isso podemos abandonar a nossa vida pessoal.
Sei o quanto é difícil manter sempre o equilíbrio das situações diárias. Há dias que chego a gritar de desespero, nem ao menos sei o que fazer com tantos deveres de casa, tantas atividades. Mas nessas horas, tento respirar fundo e parar para raciocinar. Se as coisas ficam sobrecarregadas para mim, eu apenas, abro mão de fazer algum deverzinho (rs) e arco com as consequências mais tarde. Todo o ato exige uma consequência, e é isso que não podemos nos esquecer.
Tenho uma amiga, que ela simplesmente abriu mão da diversão. Ela esquece que a vida não é eterna, e que quando ela perceber o tempo que andou perdendo, pode não ser o suficiente para voltar atrás. Não digo que devemos ser sedentários e ociosos, mas temos que saber montar uma rotina, fazer de uma forma que não te desgaste de uma maneira tão cruel.
É difícil sim, mas não impossível. Nunca devemos nos esquecer de que somos humanos, e que precisamos de responsabilidades, compromissos, deveres, obrigações, seguir rotinas, mas também precisamos de momentos de lazer.
Divirta-se. Ria. Arrisque. Brinque. Saia. Gaste. Pule. Cante. Dance. Corra. Faça o que quiser, mas lembre-se sempre de que compromissos existem e eles não podem ser ignorados ou deixados de lado. Viva a vida, pois ela não é tão longa quanto parece ser.
Beijos, Fe.